Bonaparte

Amante da escrita, safado por natureza. 

Boas, podem chamar me Bonaparte (nome fictício) para proteger a minha identidade. 
Gosto de escrever, fui desafiado a escrever um livro, mas por achar algo muito audaz, começo com este blogue, onde publicarei contos e textos avulso, da minha autoria, para entreter e apimentar o público adulto. 

Espero que gostem. 

A Índia Escarlate
Capítulo 2

Começou mais uma semana, mas hoje estou feliz, talvez por o fim de semana correu espetacularmente bem. Sábado foi o dia do jantar com a tal deusa. Ah não vos cheguei a dizer, chama-se Jessica. 

Estavam à espera de um nome mais sofisticado, eu sei, mas é o nome dela e não vou mudar! 😊

Sábado foi um dia memorável, nunca o vou esquecer, nem que viva 100 anos. 

Acordei por volta das 9h00, tomei o pequeno almoço, ligeiro, e fui treinar. Fiz mais umas coisinhas típicas de quem mora sozinho, arrumei a casa toda... Sempre à procura de algo com que me entreter, pois a ansiedade  começava a matar me. Era hoje o dia do jantar, depois de tanto que conversámos finalmente eu estaria frente a frente com a Jessica. 

Eram 19h00, fui tomar duche, aparei a barba, vesti umas calça de ganga clara, uma camisa branca, um blaser azul escuro, e calcei uns sapatos em pele. Perfumei-me, penteei-me e sai... Quase que me benzia à saída, mesmo não sendo muito crente ou supersticioso. 

Apnhei o Uber que já se encontrava à porta e mandei seguir para o restaurante O Internacional, que fica perto do Lumiar. 

Ao chegar, saí do carro e esperei à porta, como cavalheiro que espera a sua dama. 

Eram 19h50, marcámos para as 20h00, mas estava impaciente.... 

Pelas 20h00, chegou a Jessica, com uma pontualidade como essa, até parecia de descendência britânica. 

Cumprimentei-a, abri-lhe a porta e convidei-a a emtrar no restaurante. 

Puxei-lhe a cadeira e ela sentou-se.

Começámos a conversar de diversos temas, rimos muito, e quando demos por nós os funcionários do restaurante quase nos expulsavam, ja eram 00h23 e eles queriam fechar (soltei uma gargalhada). 

Paguei a conta, fiz questão disso apesar dela querer dividir. Mas disse-lhe que ficaria para a próxima, na esperança que quisesse voltar a encontrar-me. 

Ao sair perguntou-me onde tinha estacionado ao que respondi ter vindo de Uber. Que ia chamar um na aplicação. Ao que ela recusou tal coisa, fazendo questão de me dar boleia. 

Lá aceitei com um pouco de vergonha. 

Chegámos perto de casa, ficámos um pouco na conversa e ao despedir-me dela, perguntei:

- Não queres subir um pouco? Bebemos alguma coisa...

Ela sorriu e respondeu:

- Não vejo problema nenhum nisso. Deixa-me só trancar o carro. 

Subimos para o apartamento, preparei uma bebida para ambos, escolhi "cucumber martini", tem um sabor um pouco forte do pepino, mas precisava ficar acordado... 

Sentamo-nos no sofá, fomos conversando ao som de "Beegees", "Eric Clapton", "Dire Straits"... 

Não sei se pelo calor do momento, ou a bebida falando mais alto, fomos no chegando, até que arrisquei e encostei a minha boca na dela, ficando a escassos milímetros, senti na respiração dela que consentia, que implorava que a beijasse. A química sentia-se no ar, o mundo parecia não existir, era só eu e ela.... 

Beijei-a, os seus lábios eram macios, molhados e quentes, o que fez crescer em mim uma vontade enorme de a agarrar contra mim, despir, e saborear cada centímetro do seu corpo... 

Continua... 

Capítulo 1

Hoje , cheguei a casa depois de 12 horas de trabalho, exausto, suado, sentindo o corpo pegajoso, esfomeado, e sem forças para fazer fosse o que fosse.

Decidi ir ao barzinho, que fica a 5 minutos de distância. Despi aquela roupa enjoosa, tomei um duche de água quente, deitei-me um pouco sobre a cama e adormeci. 

Pouco depois acordei, olhei o relógio e eram 18h30, com muito esforço, levantei-me (a fome falava mais alto), vesti umas calças de sarja azuis escuras, um polo branco de manga curta, calcei os meus sapatos regata de cor castanha, pulverizei-me com o meu perfume de eleição - Paco Rabanne Black XS, e fui em direcção ao bar. 
Quando cheguei estavam 5 a 6 pessoas, sentadas entre as mesas e o balcão. É um bar pequeno, com um. Balcão corrido, em madeira escura. Mais ao fundo estão as mesas pequenas com cadeiras, dispostas em fila, nada de luxuoso mas muito acolhedor. Escolhi a mesa do fundo, gosto de estar mais reservado, faz parte da minha forma de ser. 

Veio então o funcionário que me perguntou:

- O que vai ser hoje? 

Ao que respondi:

- O habitual, um bife à casa mal passado, sem salada e um copo de vinho tinto, daquele especial. 

Enquanto esperava, fui ao WC. No entanto ao sair, vinha distraído a verificar os meus emails, quando me apercebo que um vulto se aproximava saido da zona das senhoras, enbatendo no mesmo. 

Era uma senhora de estatura baixa, tez morena, cabelos escuros lisos, e uns olhos rasgados e negro como uma obsidiana negra. Vestia um vestido vermelho escarlate, sem costas, e nos pés uns sapatos de salto alto, de cor preto. Parecia um india, ouso até compará-la à famosa princesa Pocahontas. 
Ao embater, caiu-lhe a mala no chão e como educado e gentil cavalheiro, baixei-me para a apanhar, quando a vou entregar, olho-a nos olhos, hipnotizado pela sua beleza, ela sorri e toca-me suavemente a mão. Senti um aperto no estômago, um desejo carnal... 
Voltando à realidade, respirei fundo, tentei disfarçar, soltei a mala e segui para a minha mesa, o pedido devia estar a chegar. Continuei embebido no telemóvel, e quando levanto a cabeça vejo que aquela deusa se encontrava sentada na mesa em frente. Os olhares cruzaram-se, trocaram-se sorrisos, mas a minha timidez tomou as rédeas e não consegui avançar apesar da vontade, continuei impávido e sereno tentando não demonstrar o que a minha mente imaginava, o quanto a minha libido estava em níveis exacerbados. 
Terminei a minha refeição, paguei, e ao passar junto dela, sem um único olhar ou palavra, deixei-lhe em cima da sua mesa, escrito num guardanapo o meu número de contacto, sem nunca ter coragem de olhar para trás segui em direcção à porta. 

Ainda não tinha chegado a casa, quando ouço um toque, era uma mensagem recebida, seria daquela mulher que tanto me havia perturbado? Ansioso mas também temeroso, pois podia não ser ela, teria ela ignorado a minha investida? 

Ganhei coragem e abri a mensagem, era de um número que nao conhecia e dizia apenas "olá". 

Respirei fundo, era ela, só podia ser, a minha acção tinha dado fruto, mas e agora? O que devia fazer? O que devia responder? Cheguei a pensar que não devia ter deixado o número. Mas não! O que fiz foi pensado e fiz o que a minha alma pedia no momento. 

Comecei então a escrever, apesar das mãos suadas de nervos:

- Olá, desculpa o abuso, mas perante uma mulher tao bonita e interessante, não resisti a saber mais sobre ti. 

Parei por momentos, mas encorajei-me a mim próprio e carreguei no enviar. Pronto, nao havia volta a dar, estava tudo nas mãos do destino. 

Recebi como resposta:

- Também gostei do que vi, apesar do nervosismo, que até achei querido. 

A conversa foi fluindo durante dias, já não me conseguia concentrar em nada, apenas queria saber mais e mais sobre ela, passávamos horas a teclar. 

Até que chegou o dia de a convidar a sair para jantar, marcámos para sábado. 

Veremos como corre, depois venho aqui vos contar meus amigos.

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